Prática sexual que consistiria na suposta tentativa de inserção do pénis no ouvido de outrem. A concretização física efectiva de tal proeza é bastante improvável, pelo que as referências a esta prática são interpretáveis no domínio das fantasias sexuais. Poderia, no quadro de uma interpretação psicológica, esta prática sexual parafílica, ser referida como "otofilia"ou "aurifilia", mesmo que, como é o mais provável, a mesma não passe da imaginação do sujeito. Outras práticas, mesmo excluindo a inserção peniana no canal do ouvido, como o roçar, acariciar, encostar, etc. as estruturas auriculares, poderiam ser classificadas nesta categoria. Esta variante entre as práticas feiticistas não é frequente,sendo provavelmente muito pouco praticada. O DSM IV não a tem em conta e esta incluir-se-ia na categoria genérica de fetichismo.
Embora correspondendo a um anglicismo algo incorrecto, uma das conotações da alucção "sexo auricular" (melhor traduzido por "sexo auditivo" da expressão inglesa aural sex), poderia corresponder ao uso da voz, gemidos e outros sons com conotação ou conteúdo sexual com o propóstito de conduzir à estimulação mental do sujeito e proporcionar prazer sexual ou mesmo culminar em orgasmo.